Primeira semana em Perth
Desci do avião numa sexta de inverno e, antes de conhecer a casa onde ia morar, já tinha conta no banco e chip australiano. O resto da semana teve praia com chuva, aniversário no Centrelink e o primeiro curso.
Originally written in Portuguese
Desci do avião numa sexta-feira de Junho (inverno… frio). Meu vôo foi de LAX (EUA) para Melbourne, e depois Perth. Uma viagem longa e exaustiva que eu não recomendo pra ninguém, mas já passou. A primeira coisa que eu fiz quando saí do Aeroporto de Perth, foi ir para um centrinho/shopping center e abrir uma conta no banco, e pegar um Chip de celular com um número Australiano.
Se você quiser mais dicas sobre qual banco e qual número de celular escolher, dá uma olhada nesse link aqui: https://australia.gacitua.dev/pt/guide/
O primeiro dia ainda teve um restaurante coreano à noite, com os amigos da minha irmã. Conheci um monte de gente de uma vez — Chantelle, Karol, Lewes, uma argentina e o namorado indiano dela, cujos nomes eu esqueci. [facepalm]
O fim de semana
Sábado foi de coisas práticas com gosto de vida nova: roupas second hand no shopping do bairro. Como eu vi para a Austrália com apenas uma mochila e nem imaginava que estaria tão frio, eu tive que comprar calça, blusa, meias, etc. Comprei usado mesmo, já que era para ficar em casa.
No domingo fomos à praia (Scarborough), no inverno, com frio e chuva aparecendo várias vezes. Tiramos fotos, eu fiz umas filmagens e ainda saí para correr com a Marisa, que tinha vindo para uma festa e acabou dormindo lá em casa. De lá, fomos para um bar para assistir Austrália x Turquia pela Copa do mundo, com cerveja e pizza. A Airle, a cachorra, funcionou como ímã social: todo mundo no bar vinha falar com a gente por causa dela. À noite ainda participei da reunião online da comunidade de WHV backpackers (gente do mundo todo no mesmo visto que o meu, comparando notas).
A semana de burocracia
Segunda-feira foi o dia em que a Austrália me cobrou pedágio. A maquininha de cortar cabelo deu problema no meio do corte e eu terminei no cabeleireiro — o corte era 30 dólares, o cara me cobrou 25. Tentei resolver o TFN (o CPF trabalhista daqui) por telefone e não deu certo. Me inscrevi num curso online gratuito de White Card e parei no meio quando descobri que a parte prática exigia comprar equipamento. No fim do dia, fui ao parque fazer exercício e conheci um queniano que também está imigrando para cá.
Na terça foi meu aniversário. Comemorei pegando um ônibus cedo para Mirrabooka e passando no Centrelink para resolver TFN e Medicare — não resolvi nenhum dos dois. Ainda entrei numa agência de emprego que não pôde me ajudar, mas o atendente me passou dois contatos. De volta em casa, tomei a decisão do dia: parar de economizar onde não dá e comprar o curso presencial de White Card.
Quarta foi o dia do curso. Cheguei cedo demais e esperei mais de meia hora do lado de fora, no frio, junto com todo mundo. Conheci um australiano descendente de iraniano na turma. Quinta fechei a semana em casa, mexendo num projeto que ainda mantenho do Brasil e aplicando para vagas.
Saldo da semana 1
Conta no banco: feita. Chip: funcionando. White Card: encaminhado. TFN e Medicare: zero a zero. Muitas pessoas e informações novas. Para uma primeira semana, até que foi OK.
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