Atrás da driver's licence (e do próximo trabalho)
Mudei a estratégia de busca de emprego e uma empresa respondeu — pedindo o único documento que eu não tinha. Virou uma semana de police check, prova teórica e aula de direção.
O fim de semana depois do meu primeiro trabalho foi de computador: enquanto o pessoal da casa saiu para ver drifting em algum canto de Perth, eu fiquei consertando bugs de um projeto que ainda mantenho do Brasil. Vida dupla de imigrante: de dia, canteiro de obras; de madrugada, deploy.
A nova estratégia
Na terça eu mudei o método de procurar vaga. Em vez de só responder anúncio, passei o dia pegando os sites das empresas e aplicando diretamente. É mais lento, mas a resposta veio rápido.
Na quarta, uma empresa de perfuração me contatou pedindo os documentos. Enviei tudo — e aí veio a pegadinha: eles pediram a driver’s licence australiana. O único documento da lista que eu não tinha.
A corrida pela habilitação
No mesmo dia eu comecei a correr atrás. Primeira parada: o centro da cidade, para tirar o police check (o atestado de antecedentes daqui).
Na quinta, estudei para a prova teórica da habilitação e fiz a prova no mesmo dia. No fim do dia já estava caçando instrutor de direção — encontrei um com horário para o sábado.
No sábado, além da aula de direção, passei para visitar a Karol e o Samba, o cachorro dela, e fechei o dia no Kmart: 55 dólares em roupas para o trabalho que começa na quinta-feira que vem.
Onde isso vai dar
Sexta e domingo foram de computador de novo, tocando os meus projetos. O placar do momento: police check encaminhado, prova teórica feita, aula de direção iniciada, trabalho novo marcado para quinta.
A licence ainda não chegou — mas está a caminho. E aqui, pelo visto, é ela que abre as próximas portas.
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